Mercado Livre lidera operações de comércio eletrônico na América Latina

Deixar um comentário

Presente em 12 países da América Latina e em Portugal, o Mercado Livre é a empresa de tecnologia líder em e-commerce no continente. De acordo com estimativas da empresa, datadas de dezembro de 2014, mais de 120 milhões de usuários estão cadastrados na América Latina e mais de 2,2 mil funcionários trabalham para o 10º site de comércio eletrônico mais acessado no mundo (dados da comScore Networks).

O site comercializa mais de duas mil categorias de produtos novos, semi-novos e usados, entre as quais se destacam os segmentos de eletrônicos, vestuário, entretenimento e produtos colecionáveis. Outros números ajudam a ilustrar a importância do Mercado Livre para o e-commerce na América Latina: são mais de duas mil buscas por segundo no site, enquanto 2,5 vendas são concretizadas no mesmo período.

Mercado Livre
Mercado Livre está entre os 10 sites de e-commerce mais acessados no mundo. Foto: iStock, Getty Images

De acordo com pesquisa da Nielsen realizada no ano de 2013, o site é fonte de renda para mais de 150 mil pessoas na América Latina. Além disso, a instituição contribui com organizações não governamentais através do Mercado Solidário, permitindo às ONGs comercializar produtos na plataforma sem a cobrança de tarifas ou comissão.

De Stanford à Nasdaq: a história do Mercado Livre

O Mercado Livre foi fundado em 1999, pelo empresário argentino Marcos Galperín. O plano de negócios da empresa foi escrito ainda quando Galperín trabalhava para obter o diploma MBA na escola de negócios da Universidade de Stanford. Nessa época, começou a montar uma equipe de profissionais para colocar o site em prática.

No mesmo ano, a plataforma passou a funcionar também em outros três países além da Argentina: Uruguai, México e Brasil. Em 2000, mais quatro países foram incorporados à extensão do Mercado Livre na América Latina: Equador, Chile, Venezuela e Colômbia.

Ainda nesse ano, o Mercado Livre recebeu mais de US$ 46 milhões de dólares de investimento de diversos grupos financeiros, que se somaram aos quase US$ 8 milhões alcançados em 1999, em duas rodadas de financiamento. O ano de 2000 também foi marcado pelo estouro da bolha da Internet (leia mais sobre isso abaixo), mas o Mercado Livre conseguiu sobreviver ao período complicado para a Internet.

Em 2001, o eBay, empresa americana de comércio eletrônico, comprou parte do Mercado Livre e, por cinco anos, as empresas foram parceiras na América Latina. Dois anos depois, surgiu o Mercado Pago, uma ferramenta segura de pagamento tanto para uso de pessoas físicas quanto por pessoas jurídicas. O Mercado Pago também é um dos principais concorrentes do PayPal.

No ano de 2007, a empresa abriu capital na Nasdaq, o mercado de ações dos Estados Unidos, voltado principalmente a empresas de tecnologia. Isso permitiu o investimento de interessados em obter ações do Mercado Livre.

Em entrevista ao La Nación, em 2012, o CEO da empresa, Marcos Galperín, falou da importância dessa ação para a empresa. “Somos a única empresa de tecnologia da Argentina listada na Nasdaq. O valor de transação do Mercado Livre é três vezes maior do que toda a bolsa de Buenos Aires”, destacou, ressaltando também a importância de colocar o país latino-americano no mapa dos investimentos de tecnologia.

Mercado Livre foi um dos sobreviventes da Bolha da Internet

No início dos anos 2000, o mercado da tecnologia viveu a bolha da Internet. A crise, ocorrida na Nasdaq, ocorreu em função de especulação das empresas de internet, que se valorizaram astronomicamente acima da taxa de mercado, para depois caírem na mesma proporção, o que levou muitas companhias à falência. Em matéria especial sobre os 15 anos da bolha, a revista Time afirmou que, em menos de um mês, mais de US$ 1 trilhão em ações havia desaparecido completamente da Nasdaq.

Em entrevista ao La Nacion, Galperín classificou o período da bolha da Internet como o mais complicado da história da empresa, pois esteve perto de fechar em vários momentos. De acordo com o CEO do Mercado Livre, havia uma medição constante da velocidade de dinheiro gasto, o chamado burn rate, para saber em que momento a empresa fecharia as portas. “Era um momento terrível”, declarou.

Segundo ele, demorou seis anos para que a empresa superasse de vez a crise instaurada com a bolha da internet – um preço pequeno a se pagar, levando em conta que muitas empresas .com fecharam as portas após o estouro da bolha. “Nós vimos que poderíamos resolver o problema porque o negócio era sustentável”, explicou Galperín.