O tempo como moeda de troca: conheça o Bliive

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Falar que tempo é dinheiro soa quase como um clichê hoje em dia, mas a frase não poderia fazer mais sentido para descrever a proposta do Bliive. A rede social surgiu propondo um movimento, a partir da crença de que a colaboração entre as pessoas pode revolucionar a noção de valor.

Na plataforma, tudo funciona a partir do compartilhamento de experiências entre os usuários. Você dá um pouco daquilo que sabe e, em troca, recebe algo que precisa. Sempre de maneira colaborativa.

Como funciona a colaboração na Bliive

A lógica do Bliive pode até ser difícil de entender em um primeiro momento. Mas, na prática, o conceito é simples: criar uma rede em que o valor de cada pessoa vá além do seu salário, diploma ou títulos.

“A economia colaborativa está mudando a forma como as pessoas se relacionam com o dinheiro e entre elas, sendo um novo sistema comercial baseado mais na colaboração do que na competição”, explica Lucas Poletto, Social Media Manager do Bliive.

Dentro da plataforma, qualquer um pode escolher uma experiência para compartilhar com os outros usuários, seja um serviço, ensinar algo novo ou apenas passar um tempo com a outra pessoa.

Bliive: troca de experiências
No Bliive você doa uma hora de seu tempo e recebe outra em troca. Foto: Bliive, divulgação

As opções disponíveis são as mais variadas. Há quem ensine conversação em inglês, converse sobre sustentabilidade, crie uma marca para o seu negócio e até introduza iniciantes à culinária vegana. Para facilitar, é possível filtrar serviços por cidade.

A cada hora que o usuário gasta com o compartilhamento de experiências, recebe um TimeMoney, a moeda de troca da rede. Com uma delas, ganha o direito de contar com a experiência de outra pessoa por um período de mesma duração.

A crença é de que o tempo possui o mesmo valor para todas as pessoas, independentemente do que a correria da rotina possa sugerir. Como não existem as alternativas de compra e venda, o saldo da sua conta bancária também não faz a menor diferença.

Bliive em desenvolvimento

Depois de ver alguns documentários sobre economia colaborativa, uma tendência que tem crescido ao longo dos últimos anos, Lorrana Scarponi, fundadora do Bliive, teve a ideia de criar uma plataforma de trocas online que trouxesse a proposta para o seu dia a dia.

Com o dinheiro que os seus pais dariam para a sua festa de formatura e mais o salário que ganhava como estagiária, em 2013 ela decidiu se juntar a alguns sócios e colocar o objetivo em prática.

Atualmente, já são mais de 100 mil usuários, com trocas realizadas entre pessoas de 152 países diferentes, especialmente Portugal, Estados Unidos e Reino Unido. O objetivo agora, destaca Poletto, é focar no desenvolvimento da rede no Brasil e seguir em busca de um mundo mais colaborativo.

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