Descubra como criar um escritório de advocacia bem sucedido

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Ao conquistarem o diploma na faculdade e passarem na famosa prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os advogados recém formados precisam tomar decisões visando o futuro de suas carreiras. Nessa hora, é comum surgirem dúvidas, principalmente a respeito da criação de um escritório de advocacia, sonho de muitos que ingressam nesse meio.

Para identificar o melhor caminho a seguir nesse contexto, conversamos com o advogado e consultor jurídico Paulo Melchor, especialista em pequenas e médias empresas. Continue a leitura e descubra como ser bem-sucedido no ramo da advocacia com um escritório particular.

escritório de advocacia
Variedade de alternativas para atuação e especialização pode confundir as escolhas de quem está começando. Foto: iStock, Getty Images

Afinidade deve pautar escolha da área

O ramo do Direito conta com diversas áreas de atuação e especialização. Entre as mais populares, é possível citar:

– Direito do Trabalho

– Direito Civil

– Direito Penal

– Direito de Família

– Direito Empresarial

– Direito Tributário

– Direito Administrativo

Além desses segmentos, que funcionam como base, Melchor explica que, ao longo do tempo e da evolução da profissão, surgiram outras especialidades decorrentes das citadas, como Direito do Consumidor, Direito Ambiental, Direito Desportivo e Direito Previdenciário, entre outros.

Nesse amplo cenário, escolher a melhor área para atuar pode ser um desafio. Para Melchor, a decisão deve ser baseada na afinidade com o tema. “Em virtude do cenário econômico e social, é comum que algumas especialidades se tornem economicamente mais atrativas que outras em determinado período de tempo, contudo é sempre recomendável que o profissional busque atuar na(s) especialidade(s) em que tem maior aptidão e satisfação em trabalhar”, recomenda o consultor, argumentando que quem atua no setor que gosta tende a render mais, obtendo melhores resultados.

Vale lembrar que cada uma dessas áreas abrange diferentes formas de atuação, seja como consultor, assessor ou em juízo.

Planejamento é condição para o sucesso

Melhor aponta que, geralmente, os egressos da faculdade ainda não contam com clientes para abrirem um escritório de advocacia, por isso o fazem na esperança de que os interessados surjam e, a partir daí, seja possível obter resultados econômicos.

Nesse caso, o especialista orienta que é fundamental considerar os custos e despesas de um escritório antes de tomar a decisão, pois a receita diminuta pode prejudicar a operação do negócio.

“É recomendável que o profissional inicie suas atividades na condição de autônomo, tendo como base sua própria residência. Muitos municípios permitem a utilização da residência para esse tipo de atividade, desde que não atendam clientes no local. Nesses casos o advogado deverá visitar seus clientes em seus domicílios ou reunir-se com eles em alguma sala para tal fim”, orienta o especialista.

Vale lembrar, ainda, que há a possibilidade de associação. “Outra alternativa é associar-se a outros advogados com o objetivo de dividir as despesas de um escritório, mas, mesmo assim, essa alternativa deve ser muito bem avaliada por todos, visto que todos deverão participar dos rateios mensalmente”, adverte Melchor.

Qualidade do serviço pode ser o diferencial

Melchor aponta que o bom serviço prestado deve ser o norte de qualquer escritório de advocacia, mas que apenas isso não é o bastante para ser bem-sucedido no ramo. Entre os principais critérios, ele elenca:

– Contrato escrito com o cliente

– Organização no dia a dia

– Atenção aos prazos legais

– Atualização constante (leituras, cursos, palestras)

– Boa gestão financeira

– Excelência no relacionamento com os clientes

Por fim, o consultor jurídico aponta que a principal queixa dos clientes é o tempo de duração dos processos judiciais. “Infelizmente, o advogado pouco pode fazer em relação a esse problema”, lamenta Melchor, salientando que o código de ética profissional veta a mercantilização da advocacia.

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