Nova cartilha do Sebrae e CGU fala sobre a ética nas relações público-privadas

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O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Controladoria-Geral da União (CGU) lançaram uma nova cartilha que trata da integridade nos pequenos negócios. O documento mostra a importância da ética nas relações público-privadas e faz parte do programa Empresa Íntegra.

O que mostra a nova cartilha do Sebrae

A cartilha explica a importância do desenvolvimento de um trabalho de integridade dentro das empresas para a transformação do ambiente de negócios do país. “Estamos falando de uma mudança de cultura no Brasil. Enquanto, no mundo inteiro vender para o governo é considerado um bom negócio, aqui o pequeno empresário ainda tem a crença de que nunca vai chegar lá, por se tratar de um espaço reservado aos grandes”, afirma Gilberto Socoloski, coordenador do Programa Empresa Íntegra do Sebrae.

O coordenador de Integridade da CGU, Renato Capanema, antecipou durante o 7º Fomenta Nacional, em Cuiabá, evento no qual foi lançada a publicação, alguns pontos do Guia Rápido para Proteger sua Empresa Contra a Corrupção, uma espécie de resumo de uma nova cartilha que será lançado em breve. Ele lembrou que adotar uma postura correta é dever de cada cidadão, empresa ou instituição. “Cada vez mais a integridade será um diferencial de mercado”, alertou.

Renato afirmou que uma postura íntegra é mais fácil e barata do que parece. “Um bom programa de integridade é aquele que diminui a probabilidade de riscos e, para isso, é fundamental que o empresário assuma o compromisso de lutar contra a corrupção, conheça sua empresa, crie um código de ética e desenvolva mecanismos de controle”. Outras orientações do guia são: cuidar da contabilidade, aplicar as regras aos funcionários, conhecer e respeitar as regras de licitação, corrigir erros e manter-se atualizado.

nova cartilha do Sebrae e CGU
Renato Capanema (E), da CGU, e Gilberto Socoloski (D), do Sebrae, falaram sobre a cartilha Integridade para Pequenos Negócios no Fomenta. Foto: Jocil Serra

Luta contra a corrupção

Patrícia Audi, secretária de Transparência e Prevenção da Corrupção da CGU, falou, durante o Fomenta, sobre a Lei nº 2.846, conhecida como “lei anticorrupção”, regulamentada este ano. “Cada pessoa jurídica é corresponsável pelos atos lesivos à administração pública e isso vale também para os donos de micro e pequenas empresas”, disse.

Ela explicou que a não observação desse princípio pode representar a extinção de uma empresa. “Os pequenos negócios fazem circular na economia milhões de reais por ano de forma íntegra e honesta, e isso é muito importante para a distribuição de renda. Não podemos permitir que a exceção tome conta do imaginário e contamine toda a sociedade”, completou.

A nova cartilha Integridade para Pequenos Negócios está disponível no site da Controladoria-Geral da União.

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