O que fazer no Equador em 2016? Conheça áreas que podem ser opção de investimento

Deixar um comentário

De acordo com a Comisión Económica para América Latina y el Caribe (Cepal), a economia equatoriana está entre as que apresentam melhor desempenho na América Latina, com um crescimento médio de 4,5% ao ano. Para os investidores do continente, surge a pergunta: o que fazer no Equador para aproveitar esse cenário?

Alternativas não faltam. Muitos não sabem, mas o dólar americano é a moeda oficial do Equador. Isso significa risco de desvalorização muito pequeno para investidores. Além disso, não faltam incentivos governamentais para atrair empresas.

o que fazer no Equador
Em crescimento, a área petroquímica é oportunidade para investir no Equador. Foto: iStock, Getty Images

O que fazer no Equador

Quando o assunto é a cultura e oportunidades de negócios, o Equador pode ser definido pela diversidade. Desde as commodities, tradicionais na exportação, até o turismo, que está em seu auge, o país demonstra sinais de crescimento.

Conforme lembra o economista Marlo Rodríguez Tarazona, em 2015 o país foi eleito pelo quinto ano consecutivo como o destino preferido dos aposentados. No prêmio, concedido pela International Living Magazine, o Equador ficou a frente de países como México, Panamá, Espanha e Nova Zelândia.

Mas o desenvolvimento vai além do turismo. O Instituto de Promoción de Exportaciones e Inversiones, ligado ao Ministério do Comércio Exterior, lista outras oito áreas em destaque: metal-mecânica, florestal, petroquímica, serviços, biotecnologia, farmacêuticos, agroindústria e alimentos frescos e processados.

A seguir, você confere os principais motivos para investir em cada uma delas:

Metal-mecânica

Com um programa de mudança de matriz produtiva, o governo incentiva setores da economia que permitem agregar valor de produção. As principais oportunidades estão ligadas à produção de eletrodomésticos, especialmente os da linha branca. Ainda com um plano específico para redução do consumo de energia, 330 mil refrigeradores devem ser trocados até o ano que vem.

Florestal

Por conta de sua localização geográfica, o Equador conta com numerosos tipos de madeira. Além das nativas, o clima da região permitiu a introdução de espécies comerciais, como é o caso do pinus e do eucalipto.

Petroquímica

Também com diversos incentivos governamentais, a indústria do plástico tem potencial de crescimento e conta com apoio governamental, por também ser uma área estratégica para impulsionar o câmbio da matriz produtiva.

Serviços

Aqui o foco é no desenvolvimento de softwares. Com um mercado interno menor do que a maioria dos países latino americanos, o Equador é opção para testes de produtos e conceitos antes do seu lançamento em mercados maiores.

Biotecnologia

Com a ampla biodiversidade que a região oferece, é um prato cheio para investigações científicas e o desenvolvimento de novas substâncias e agentes biológicos.

Farmacêutico

Com o consumo de medicamentos em ampla expansão no país, a área representa uma oportunidade de investimento para desenvolver a produção local e abastecer o mercado.

Agroindústria

Diferentemente do que acontece na maioria dos países, aqui o destaque fica por conta do artesanato e todas as opções que os trabalhos manuais assumem no país. As principais oportunidades estão na inovação para os produtos, que os tornem competitivos no mercado internacional.

Alimentos frescos e processados

Com grande variedade de tipos de solo e um clima que se adapta a variadas culturas, a produção de alimentos, sobretudo frutas e vegetais, tem crescido no país. Com uma infraestrutura já organizada, a exportação também é possibilidade.

Incentivos para investir

Para o economista Juan Pablo Molina, o mais importante para iniciar uma atividade comercial no Equador é a capacidade de oferecer boas ideias. Há demanda crescente por soluções criativas e o Estado incentiva os investimentos.

Segundo Instituto de Promoción de Exportaciones e Inversiones, não é cobrado Imposto de Renda nos primeiros cinco anos da empresa. Também se excluem da base de cálculo os investimentos que geram empregos, melhores salários e inovação.

“O país se desenvolve em um ambiente complicado, em que muitos setores resistem à mudança e ao aumento da competição. Ainda assim, hoje em dia investir no país é uma grande oportunidade, devido a toda a infraestrutura puxada pelas obras estatais”, destaca Molina.

Até 2016, por exemplo, a promessa é de que oito novas usinas hidrelétricas sejam construídas a partir de parcerias do setor público com empresas privadas. Ao longo dos últimos anos, 85% do sistema viário foi renovado e ampliado com investimentos governamentais.

Outro destaque, aponta Tarazona, é a rede fluvial, com destaque para o Guayas, o Napo e o Morona. Com a maior concentração mundial de rios por quilômetro quadrado, o escoamento da produção não depende apenas das rodovias.

Se você tem alguma dúvida ou sugestão sobre o assunto, deixe um comentário abaixo e contribua com a troca de ideias. Não esqueça de compartilhar esse artigo com seus seguidores nas redes sociais.

Matérias relacionadas