Segmento em ascensão: conheça o mercado de franquias no Chile

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Embora com números mais tímidos do que em outros países da América Latina, como Brasil e México, o mercado de franquias tem crescido bastante no Chile ao longos dos últimos anos.

De acordo com estudos realizados na Universidade do Chile entre 2004 e 2012, por Nicole Pinaud, especialista em recursos humanos, comunicação e administração, as franquias de origem chilena cresceram 119% no período.

Números do mercado de franquias no Chile

O estudo de Nicole, intitulado Mercado de Franquias no Chile, também aponta que, em 2012, o setor foi responsável por 7,9% do Produto Interno Bruto (PIB) total do comércio, porcentagem três vezes maior do que o observado em 2004.

mercado de franquias
Serviços e gastronomia são os dois setores de maior destaque entre as franquias que estão no Chile. Foto: iStock, Getty Images

 

Ao todo, são mais de 31 mil empregos gerados entre 130 empresas que trabalham no formato, com mais de 3,6 mil unidades no país. A maioria delas distribuídas entre as áreas de serviços (31%) e gastronomia (30%).

Dados mais específicos revelam ainda que o investimento inicial de cerca de 60% das franquias que estão no país é inferior aos US$ 100 mil, com prazo de recuperação do dinheiro de menos de dois anos.

Ou seja, é um mercado que oferece oportunidade mesmo para investidores menores, que desejam retorno a prazos mais curtos e com a segurança de um plano de negócios já estruturado e testado – ou seja, não é necessário começar tudo do zero.

Mesmo que as franquias criadas no Chile tenham pouca competitividade fora do país, vale destacar a tendência de crescimento no cenário nacional. Em 2012, foi a primeira vez em que as marcas chilenas superaram a presença daquelas de origem americana, com unidades distribuídas em todo o mundo.

Cuidados ao investir no mercado de franquias

Apesar do desenvolvimento que o setor apresenta no país, investir em uma franquia também exige cuidado e uma análise detalhada de objetivos e da evolução do mercado para os próximos anos.

Afinal, segundo estima o estudo de Nicole Pinaud, os contratos de franquias de empresas que atuam no Chile têm uma duração média de sete anos, o que exige planejamento a longo prazo do investidor, que precisa cumprir as cláusulas determinadas previamente.

O contrato, aliás, é outro ponto que exige atenção. Como o país não conta com nenhuma regulação específica para o mercado de franquias ou mesmo um órgão regulador, pode ser difícil saber a quem recorrer.

Com a quantidade de normas e leis que entram em jogo, a melhor saída é contar com apoio jurídico para evitar cláusulas mal esclarecidas, capazes de gerar discordâncias entre franqueador e franqueado mais tarde.

Pesquisar – e muito – sobre o histórico da marca pode também ajudar a diminuir riscos que só seriam identificados mais tarde, na prática.

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