Transformação do bambu é oportunidade de geração de renda no Acre

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Em tempos passados, o bambu era considerado uma praga quase impossível de matar. Hoje, esta planta tem se tornado cada vez mais importante para a geração de renda, inclusive no Brasil. De olho nisso, o governo federal firmou uma parceria com o governo do Acre, estado com a maior área plantada, para fomentar esse mercado.

O mercado de bambu

De acordo com o estudo Global Bamboo Trade and the New HS Codes, divulgado em 2010, o Brasil é um dos países do mundo com maior área plantada de bambu. Apesar disso, o País não aparece entre os principais exportadores do produto no mundo, que são China (o maior deles), União Europeia e Indonésia. Segundo informações da Embrapa, cinco milhões de famílias vivem da geração de renda do bambu na China.

No mesmo ano, o comércio internacional de bambu estava na casa de US$ 7 bilhões. Contudo, com uma rápida expansão prevista, deve atingir um patamar entre US$ 15 e US$ 20 bilhões até 2017.

geracao de renda
Apesar de ter uma imensa área plantada de bambu, o Acre só agora começa a apostar nesta indústria. Foto: iStock, Getty Images

Bambu é aposta para geração de renda

Segundo a Embrapa, existem cerca de 200 espécies de bambu no País e cerca de 18 milhões de hectares de florestas nativas da planta. Desse montante, 40% estão localizados no Acre. Para se ter uma ideia, Porto Acre, cidade a 70 km de Rio Branco, abriga mais de 20 km de floresta nativa de apenas uma variedade, a guadua, ou taboca gigante.

De olho em todo esse potencial, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação passou a repassar, em junho, R$ 2,4 milhões ao governo do Acre para a criação de um centro de vocação tecnológica (CVT) voltado para a capacitação e beneficiamento do bambu em Rio Branco. Esta infraestrutura também será destinada para o desenvolvimento de pesquisas e transformação de toras de bambu em laminados.

É justamente na transformação e industrialização do bambu que reside um grande potencial de geração de renda. Em entrevista à Agência Brasil no início de junho, o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social, Eron Bezerra, explicou que 5 metros cúbicos de madeira bruta (uma árvore média da Amazônia) valem R$ 1 mil. A mesma metragem, se for serradas e transformada em pranchas de um palmo de grossura, tem um preço de R$ 3 mil.

Porém, “se essa madeira for transformada em carteiras escolares, por exemplo, a mesma quantidade de matéria-prima passa a valer R$ 13 mil. Ou seja, a agregação de valor só ocorre com tecnologia e industrialização”, disse Bezerra.

Derivados do bambu

A partir do bambu, é possível fazer múltiplos e variados produtos, como brinquedos, utensílios de culinária, bicicletas, pisos, janelas, instrumentos, biocombustível, colchões, barcos, ventiladores, móveis, cercas, papel, escadas… Enfim, há uma infinidade de usos para o bambu.

Além disso, o bambu pode ser inteiramente aproveitado para a geração de renda. As folhas se transformam em forragem para animais, os brotos e sementes são comestíveis, a polpa é usada na produção de celulose e as hastes na construção civil e fabricação de móveis.

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