Acerte ao investir no negócio em tempos de crise

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Em tempos de crise, pequenos e médios empreendedores costumam ficar inseguros em relação ao mercado. Com a queda no volume de negócios, surge a incerteza sobre o futuro do empreendimento no médio e no longo prazo. Mas, ao contrário do que se pode pensar, investir no negócio nessas horas pode ser positivo para a sobrevivência e o crescimento da empresa.

Nesses momentos, o segredo é saber planejar os investimentos para enfrentar as turbulências e garantir que o empreendimento saia da crise ainda mais forte do que quando entrou.

Mesmo que, nos momentos negativos da conjuntura econômica, o número de clientes caia, o que acaba resultando em menor faturamento, a empresa segue operando e, ainda que em volumes menores, atendendo aos seus compradores. Os clientes que se mantêm fieis durante a crise devem ser preservados e atendidos da melhor forma possível.

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Ao contrário do que muitos pensam, investir em um momento de crise pode trazer ótimos resultados. Foto: iStock, Getty Images

Assim, enquanto as demais empresas tendem a reduzir seus investimentos, os empreendimentos que seguem investindo – e atendendo aos clientes da mesma forma ou até melhor do que antes – têm tudo para destacar-se das concorrentes.

Em resumo, a melhor postura a ser adotada por um empreendedor em épocas de vacas magras, por mais paradoxal que possa parecer, é investir parte dos recursos na diversificação do negócio.

Muito provavelmente, o resultado dos investimentos será a conquista de mais clientes. E, assim, apesar da conjuntura negativa, será possível atravessar o sombrio período econômico sem maiores percalços.

Investir é preciso, diversificar também

É claro que, para se ter sucesso nos investimentos e na diversificação dos negócios, os passos têm de ser bem medidos, considerando as características do empreendimento, a atual oferta e demanda pelos novos produtos ou serviços e a própria familiaridade do empreendedor com os novos itens. Tudo isso será determinante para o sucesso do investimento.

Além disso, o empreendedor precisa ter clara a idéia de que, aconteça o que acontecer, o capital de giro da empresa deve ser mantido. Se esta medida já é importante em épocas normais, torna-se essencial nos períodos em que a roda da economia nacional ou mundial não contribui para o sucesso do empreendimento.

Nesse contexto, torna-se novamente vital a palavra “planejamento”: uma das premissas do bom empreendedor é saber planejar a vida financeira, garantindo a disponibilidade de uma reserva de dinheiro para caso de turbulências.

Se conseguir manter essa reserva, o empresário estará mais firme do que os concorrentes que também remam contra a maré externa negativa no mundo dos negócios. Além disso, caso necessite de algum montante para contornar algum eventual prejuízo, não precisará recorrer a empréstimos no sistema financeiro, cujos juros costumam ser elevados em tempos de crise.

Outra forma de fortalecer a empresa, com o objetivo de favorecer os novos investimentos, é explorar os pontos positivos, tentando eliminar os negativos. Esta estratégia pode ser adotada, inclusive, de forma a confrontar as virtudes do próprio negócio com os pontos fracos dos concorrentes. A abordagem mercadológica dessa comparação pode ser sutil ou até mesmo agressiva – como uma campanha de marketing específica –, dependendo do estilo do empreendedor.

Mas o importante mesmo é que seja assertiva: se conseguir mostrar aos clientes que o produto ou serviço oferecido é melhor ou tem melhor custo-benefício do que os rivais, a passagem pela crise será ainda mais positiva para a empresa.

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