Aprenda a definir as metas da empresa para o próximo ano

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O ano de 2016 está quase aí, e se você ainda não definiu as metas da empresa para o ano vindouro, está na hora de se apressar. Começar janeiro sem um planejamento financeiro detalhado pode render dores de cabeça mais tarde.

Para facilitar, a equipe do Destino Negócio separou algumas dicas que podem ajudar você a definir os objetivos do seu negócio para o próximo ano. Quem explica todos os detalhes é Márcio Iavelberg, consultor e sócio da Blue Numbers.

Como definir metas da empresa

Propor as metas financeiras da empresa para o próximo ano significa projetar o futuro, mas não sem antes olhar para as respostas que os últimos meses podem oferecer em uma análise.

Metas da empresa
Em um momento de crise, definir as metas da empresa é ainda mais necessário. Foto: iStock, Getty Images

Conforme destaca Iavelberg, levantar o histórico de tudo aquilo que aconteceu neste ano ajuda a entender o momento do seu negócio, qual é a sua capacidade de vendas e ainda que pontos precisam ser aperfeiçoados se o crescimento for o objetivo.

Não deixe de levar em conta contratos fechados, gastos adicionais que foram incluídos no orçamento, necessidade de novas contratações e representatividade da sua marca no mercado. Enfim, tudo que possa ajudar a entender os número de 2015 – e quem sabe até de anos anteriores.

“Também é muito importante levantar a expectativa de crescimento do PIB do país mas, mais do que isso, a expectativa de crescimento do setor que a empresa está. Se a empresa importa produtos ou matérias primas ou exporta seus produtos, uma projeção de câmbio também é essencial”, pontua ainda o consultor da Blue Numbers.

Outra opção para ajudar a projetar as metas da empresa é o modelo de Orçamento Base Zero. Ideal para quem quer uma projeção mais detalhada, ele leva pouco em conta o histórico e foca nas reais necessidade de gastos para que se alcance uma receita pretendida.

Seja qual for o método escolhido, o importante é contar com um planejamento orçamentário para colocar em prática desde o início. Pode consumir tempo e ainda exigir ajustes, mas será o seu parâmetro. Sem ele, a empresa é conduzida com uma visão de curto prazo, sem indicadores do que esperar para o futuro.

Economia fragilizada exige atenção

Se 2015 foi de instabilidade na área econômica, ainda é difícil prever o que 2016 pode reservar. Com a possibilidade de outro anos com baixo crescimento, vale acompanhar ainda mais de perto os hábitos dos seus clientes para antecipar problemas.

“O ideal é definir dois cenários. Um mais provável de acontecer e outro na manga, com queda maior na receita. Com isso, já começam a ser pensados os planos que devem entrar em prática e quando, caso aconteça algo mais negativo do que o esperado”, sugere Iavelberg.

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