Crise da economia desacelera setor de serviços: descubra como se proteger

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Com a pior geração de empregos dos últimos anos, o setor de serviços é diretamente afetado pela crise econômica vivida pelo Brasil. Analisar o cenário atual é o primeiro passo para compreender as tendências do segmento e conhecer as expectativas para o futuro. Continue a leitura e entenda como proteger sua empresa quando a economia desacelera.

Segmento de serviços abrange várias atividades

Enquanto o primeiro setor da economia se dedica a extrair matéria-prima (como a agricultura), o segundo setor é voltado à transformação do que foi extraído em produtos e bens (o que acontece nas indústrias). Ambos processos demandam serviços auxiliares, e é justamente aí que entra o terceiro setor, também conhecido como setor de serviços e de comércio de bens.

Essa definição contempla uma extensa lista de atividades: do cabeleireiro da esquina às grandes instituições financeiras, passando pelo varejo. Fica fácil de entender, portanto, por que o setor é um dos mais representativos da economia.

economia desacelera
Momento econômico exige mudança de postura de quem deseja ser bem-sucedido no setor de serviços. Foto: iStock, Getty Images

No cálculo realizado pelo IBGE para medir o PIB dos municípios brasileiros, a atividade econômica é dividida em três setores: agropecuária, indústria e serviços. Para o instituto, o segmento de serviços é formado pelas seguintes áreas:

– Comércio

– Alojamento e alimentação

– Transportes

– Comunicações

– Serviços financeiros

– Atividades imobiliárias e serviços prestados às empresas

– Administração pública

– Demais serviços

Momento da economia desacelera setor de serviços

Com o ajuste fiscal promovido pelo governo, o aumento da taxa de juros básica Selic e a inflação acima do teto da meta estipulada, o segmento de serviços é diretamente afetado. Com a retração do consumo, quem depende do comércio de bens é especialmente desfavorecido.

Desde 2012, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) monitora o crescimento do setor de serviços do país. Em maio de 2015, o avanço foi de apenas 1,1%, o índice mais baixo registrado para o mês desde o início da série. O avanço só não ficou atrás do registrado em fevereiro deste ano, quando o índice ficou em 0,9%.

Além disso, o mês de maio marcou, pela primeira vez, um crescimento negativo dos serviços prestados às famílias (-1,4%). Serviços de informação e comunicação também tiveram redução (-0,8%).

Quando se fala em oportunidades de emprego, a situação também não é favorável. Em junho de 2015, o segmento teve redução dos postos (39,1 mil), acumulando um saldo negativo de vagas com carteira assinada pelo terceiro mês seguido.

Esses resultados negativos na geração de emprego são os primeiros registrados nesses meses desde o início da série do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) desde 1992.

3 medidas para enfrentar a crise

Para proteger sua empresa contra as oscilações do mercado, é preciso repensar a estratégia. Quando a economia desacelera, a demanda pelos serviços diminui e as vendas caem, manter a antiga política de gestão pode sair caro. Entre as principais dicas, incluem-se:

  1. Trabalhe com promoções

Atrair clientes é o seu principal desafio quando a demanda diminui. Com amplo apelo no mercado nacional, as promoções podem ser o seu diferencial para recuperar os clientes. Avalie se, ao reduzir a margem de lucro, você consegue garantir a mesma receita ganhando na quantidade.

  1. Aperfeiçoe a gestão

Como pequeno empresário, é sua tarefa gerir todos os recursos – humanos, físicos e monetários – em busca dos melhores resultados. Invista na sua capacidade de gestor e não tenha medo de realizar cortes quando essa for a única saída para a sustentabilidade da empresa. Para superar a crise, é preciso minimizar os desperdícios e otimizar processos. A palavra chave é eficiência.

  1. Reavalie o mix de produtos

Por fim, vale lembrar que, quando a economia desacelera, manter a comercialização de um produto ou serviço com taxa de lucro inferior pode não ser vantajoso, pois os custos aumentam e a demanda diminui. Reavalie o seu mix de produtos e priorize aqueles cujo retorno financeiro é garantido.

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