Entenda o risco dos custos fixos para sua empresa

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Alcançar a lucratividade desejada e mantê-la de forma consistente não é uma tarefa simples: para tornar a empresa economicamente sustentável, é preciso montar um plano de negócios adequado, criar um planejamento financeiro sólido e controlar os custos fixos e variáveis do empreendimento.

Considerado um dos principais vilões do lucro e da rentabilidade, o custo fixo precisa ser combatido com uma gestão financeira eficiente. Mas como fazer isso? Reunimos algumas orientações para você entender quais gastos se incluem nesse segmento, como reduzi-los e por que eles são tão nocivos ao seu negócio.

custos fixos
Controlar os custos fixos da empresa é essencial para ter lucratividade. Foto: iStock, Getty Images

Custos fixos não dependem da produção

A definição é simples: custos fixos ocorrem independentemente da geração de receita da sua empresa, pois não estão ligados à produção. Assim, mesmo que a empresa não comercialize nenhum produto ou não venda nenhum serviço, os custos estarão lá.

Para o contador e diretor da Sevilha Consultoria, Vicente Sevilha, o custo fixo é muito perigoso para a empresa, já que está sempre presente e não muda de tamanho, mesmo que as receitas da empresa diminuam em um determinado mês. Por isso, o grande desafio dos administradores e gestores é tornar a maior parte dos custos variáveis.

Para entender melhor esses conceitos, vale a pena analisá-los individualmente:

Custos fixos

Independentemente de quantos artigos sua empresa produzir e de quantos produtos conseguir vender, você terá de arcar com os gastos operacionais, de infraestrutura e logística, como aluguel, internet, limpeza, conservação, vigilância, água, gás e energia elétrica.

Custos variáveis

Estão associados à produtividade da empresa, variando de acordo com o que é produzido e vendido. Gastos com matéria-prima, insumos e horas-extras são alguns exemplos de custos variáveis.

Como reduzir os custos fixos

A melhor maneira de lidar com o custo fixo é levá-lo ao limite, buscando a relação de custo-benefício ideal com a otimização de todos os recursos. Isso significa gastar o mínimo possível e obter o máximo em troca, alcançando a tão desejada eficiência.

O risco desse procedimento, como você já previu, é extenuar os recursos e acabar interferindo na produtividade da empresa. Chegará o momento em que será impossível crescer sem expandir esses custos, seja pelo espaço físico apertado, pela linha de telefone sobrecarregada ou pelos profissionais demasiadamente atarefados.

É preciso discernimento, portanto, para entender quando aumentar os custos fixos, já que, em geral, eles não acompanham o crescimento de forma linear: você consegue produzir uma quantia a mais ou a menos com o mesmo custo fixo. Assim, só precisará alterar esse valor quando o crescimento for limitado. Lembre-se: a rentabilidade é alcançada sem desperdiçar recursos, com uma gestão racional e otimizada.

Uma das melhores alternativas para quem deseja monitorar os custos fixos é realizar diagnósticos mensais a respeito desses gastos, tentando relacioná-los à produção e diminuí-los ao máximo. Sempre que possível, procure negociar com o seu fornecedor, cliente ou prestador de serviço, buscando condições vantajosas e que interfiram o mínimo possível no seu fluxo de caixa.

Depois de todas essas explicações, fica fácil de entender por que empresas em crise financeira ou que precisam melhorar a rentabilidade se tornam obsessivas com a famigerada “redução de custos”: essencial para a sustentabilidade do negócio, o controle do caixa precisa ser gerido com eficiência e destreza, sob pena de prejudicar a imagem interna e externa da empresa ou acabar gerando prejuízo às operações.