Fraude virtual: saiba mais sobre os golpes no e-commerce

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Comprar produtos de qualquer tipo é uma das práticas do dia a dia que ficaram mais fáceis com a internet. Junto com a vantagem, porêm, há um ônus: aumentam as possibilidades de fraude. De acordo com dados do Registro de Endereçamento da Internet para a América Latina e o Caribe (Lacnic, na sigla em inglês), as fraudes no comércio eletrônico alcançaram US$ 430 milhões em 2013 na América Latina. O Brasil foi o país mais afetado, seguido por Argentina, Colômbia, México e Chile.

Dito assim, os números podem assustar e fazer quem está cogitando expandir o seu negócio para o mundo virtual desistir. Mas a verdade é que, com conhecimento e precaução, é possível evitar a fraude sem muita dor de cabeça.

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Sistema antifraude e ações independentes podem evitar golpes no e-commerce. Foto: iStock, Getty Images

Tipos de fraude

Antes de saber o que é necessário para prevenir e remediar uma fraude no comércio eletrônico, é importante conhecer os tipos de golpe que podem ser aplicados. Confira:

1.Efetiva

A fraude efetiva é aquela na qual o usuário efetua uma compra na loja online com dados roubados. Como o número do cartão e a validade conferem, a compra é aprovada e a entrega é efetuada no endereço do golpista. O dono do cartão, ao ver a sua fatura, não reconhece a compra e encaminha o chargeback. Por fim, a administradora comunica o ocorrido ao lojista, que arca com o prejuízo.

2.Autofraude

Nesse tipo de golpe, o próprio titular do cartão de crédito age de má fé, comprando no e-commerce e não reconhecendo a ação depois, exigindo o estorno. É uma situação difícil de ser identificada pelo lojista – no entanto, algumas administradoras de cartão monitoram quem usa dessa prática com frequência.

3.Amiga

A fraude amiga é realizada sem má fé, por uma pessoa próxima ao dono do cartão – que, ao conferir a fatura, desconhece ou não se recorda da compra. Na maioria dos casos, o titular acaba reconhecendo a compra após a situação ser esclarecida.

4.Desacordo

Esse não chega a ser considerado um golpe, mas também pode resultar em um prejuízo para o lojista. O desacordo comercial acontece quando é pedido o chargeback por um motivo que pode ser insatisfação do cliente quanto ao produto, duplicidade de pedidos ou quando não é reconhecido, na fatura, o nome da loja.

Prevenindo a fraude

Para reduzir os riscos de golpe, o mais indicado é investir em um sistema antifraude. Os mais conhecidos são o ClearSale e o FControl. Outra boa opção são intermediadores de pagamento, como o PagSeguro e o PayPal, que, embora cobrem uma comissão, garantem ao lojista o recebimento dos valores.

Ações independentes que podem ser tomadas para evitar a fraude são:

– Criar regras preventivas – por exemplo, atentar para clientes que fazem transações em sequência com cartões diferentes ou quando há muitas compras de um mesmo item

– Manter um histórico que contenha os hábitos de consumo dos seus clientes

– Exigir o máximo de dados que for conveniente

Ligar para o cliente caso haja algo estranho em uma compra

– Crie uma lista negra com clientes que já tentaram fraudar uma compra

Comentários

  1. angelasilva dice:

    Todo cuidado é pouco hoje em dia...