Saiba o que é e como calcular o capital de giro para a sua empresa

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O processo de abrir uma empresa pressupõe um pesado investimento em imóvel, móveis, equipamentos, máquinas e tantas outras despesas. Mas os gastos não acabam depois que as atividades iniciam. Por isso, é fundamental que haja uma reserva de recursos para suprir as necessidades financeiras que a empresa terá ao longo do tempo, o chamado capital de giro.

“O capital de giro é conhecido também como capital circulante e corresponde aos recursos aplicados em ativos circulantes, que transformam-se constantemente dentro do ciclo operacional”, ensina Masakazu Hoji no livro Administração financeira: uma abordagem prática (editora Atlas). Ou seja, é o dinheiro necessário para comprar os insumos ou produtos que serão transformados ou revendidos aos clientes.

A importância do capital de giro

Subestimar a importância o cálculo do capital de giro necessário para uma empresa é um erro muito comum no mundo dos negócios. Não raro, ele acaba sendo um dos motivos que levam uma empresa à falência.

Para planejar melhor as despesas da sua empresa, a dica é, antes de tudo, separar os gastos do dia a dia em custos variáveis (matéria-prima, principalmente) e fixos (aluguel e salários são os principais). Se você está almejando um aumento na produção ou nas vendas, prepare-se para ver aumentarem, proporcional e concomitantemente, as despesas variáveis (enquanto as fixas não necessariamente ficam maiores).

capital de giro
O capital de giro é o que será usado para comprar insumos ou produtos que serão revendidos ao clientes. Foto: iStock, Getty Images

Prazos e pagamentos

Depois disso, é necessário fazer um estudo sobre os prazos: de estocagem dos produtos, de pagamento dos fornecedores e de recebimento dos clientes. Qual a relação disso com o capital de giro? Quando mais tempo o produto ficar no estoque sem ser vendido, maior o período entre a saída e a entrada de dinheiro.

Os prazos de pagamento e recebimento também se refletem nessa lacuna – pagando o fornecedor à vista e cobrando a prazo do cliente, você vai precisar de mais capital de giro. Essa é a diferença entre o ciclo econômico – referente ao ato da compra dos insumos e da venda dos produtos ou serviços – e o ciclo financeiro – que considera o pagamento da matéria-prima e o recebimento do valor pago pelo cliente.

Notou a contradição? Justamente um aumento na produção ou na demanda dos clientes pode trazer prejuízos para a empresa caso a mudança nos ciclos não seja bem gerenciada. Tendo isso em mente, monitore bem os ciclos econômico e financeiro e encontre o equilíbrio, para que não seja necessário tomar dinheiro emprestado ou então colocar dinheiro pessoal no negócio.

Como calcular o capital de giro necessário

Agora, o cálculo que você precisa fazer é bem simples: CGL (capital de giro líquido) = AC (ativo circulante) – PC (passivo circulante). O ativo circulante diz respeito ao caixa, conta corrente, aplicações financeiras e contas a receber, entre outros; e o passivo circulante às contas a pagar, empréstimos e fornecedores.

O segredo é manter planilhas com estimativas de gastos, planejando, também, o horizonte dos próximos dois anos. Revise as previsões com frequência, pois as despesas variáveis, obviamente, estão sempre mudando.

Comentários

  1. ricardo.britto dice:

    Sempre bom ler posts que nos ajudam com o planejamento e gestão financeira!