Espaço físico da loja é essencial para experiência de consumo. Veja como planejar

Deixar um comentário

A expansão do e-commerce no Brasil gerou um novo desafio para o varejo. Afinal, enquanto o comércio eletrônico é cada vez mais utilizado, as lojas com espaço físico precisam encontrar estratégias para atrair consumidores ao estabelecimento e não perder a competitividade no mercado.

É por isso que empreendedores com lojas físicas devem planejar os espaços estrategicamente. Para não ter as vendas reduzidas, o estabelecimento deve oferecer motivos para que o consumidor adquira os produtos no local, em vez de migrar para o e-commerce. Isso significa que é essencial focar na experiência de consumo presencial.

“As pessoas têm condições de comprar pela internet e pelo celular, há vários concorrentes das lojas físicas. Por isso, o espaço físico deve ser um ambiente agradável, onde o consumidor se sinta à vontade para ficar o máximo de tempo possível”, explica Marcos Hirai, sócio-diretor da BG&H.

Segundo ele, essa é uma forma de as lojas físicas continuarem pulsantes na cabeça do consumidor. Entretanto, como elaborar o local para que ele apresente essas características? Saiba o que considerar na hora planejar seu estabelecimento.

espaço físico da loja deve ser bem planejado
Lojistas devem levar em conta a experiência de consumo na hora de planejar o estabelecimento físico. Foto: iStock, Getty Images

Experiência de consumo no espaço físico

Tenha em mente que, hoje em dia, o grande diferencial das lojas físicas consiste na experiência de consumo que elas proporcionam. Mesmo que seja importante o investimento em marketing digital, é essencial que elas utilizem ferramentas sensoriais no estabelecimento.

Desde a disposição dos produtos às características sensoriais – cores, música no ambiente, cheiros – a organização do espaço físico é um fator determinante para a compra. Então, como ele deve ser planejado?

Para Hirai, se o consumidor se sentir confortável em um ambiente onde ele é privilegiado, tende a comprar mais e melhor. “Se ele não tem essa sensação, é muito fácil sair da loja e buscar um concorrente”, constata. Mimos para o cliente, como oferecer café, por exemplo, são coisas que o fazem sentir vontade de permanecer no local.

“É a partir do bem estar para o consumidor que existe uma troca. A lógica do cliente é a seguinte: me trate bem que eu compro mais”, aponta.

Organização depende do tipo de negócio

Embora o espaço físico deva propiciar uma boa experiência de consumo, não há regras: a organização depende do segmento do negócio. Em uma loja de roupas ou calçados, por exemplo, pode fazer sentido um ambiente aconchegante, enquanto em outros estabelecimentos não.

Hira exemplifica a lógica a partir do espaço físico de um minimercado e de uma loja de roupas. Ele afirma que, nesse último caso, é necessário unir tecnologia à ambientação e bom atendimento.

“Em uma loja de roupas, prevalece o uso intenso de tecnologia, desde um estúdio eletrônico às condições para que o consumidor tenha mais informações sobre as peças via app. Tudo isso junto com um atendimento sensacional. As pessoas querem a liberdade de andar pela loja e, ao mesmo tempo, de vez em quando, ter a ajuda do vendedor”, salienta.

Enquanto isso, de acordo com ele, um minimercado apresenta ambientação diferente, com a tendência de chegar cada vez mais perto do cliente. “Os novos estabelecimentos desse tipo tendem a contar com funcionários que criam laços com os clientes, pelo fato de se verem com frequência”, menciona Hirai.

Portanto, se você quer planejar o espaço físico de sua empresa, a primeira etapa é identificar quais características são adequadas a esse tipo de negócio. A partir disso, foque na experiência de consumo dos clientes, criando um ambiente que incentive a permanência deles no estabelecimento e a compra. Boa sorte!

Se você tem alguma dúvida ou sugestão sobre o assunto, deixe um comentário abaixo e contribua com a troca de ideias. Não esqueça de compartilhar esse artigo com seus seguidores nas redes sociais.

Matérias relacionadas