O trabalho do futuro: como o robô impacta a indústria e os negócios

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Imagine um escritório onde um robô anda de um lado a outro, desenvolvendo tarefas e interagindo com humanos. Se isso lhe parece uma visão apenas futurista, é bom começar a se preparar: com os avanços da tecnologia, as empresas devem começar a pensar nesse novo tipo de colaborador, considerando máquinas capazes de automatizar até mesmo atividades consideradas complexas.

Para começar, lembre-se da Rosie, empregada doméstica robô do desenho animado Os Jetsons, lançado com sucesso no início da década de 60. Além de fazer todo o trabalho de casa, ela auxiliava como babá e até mesmo dava pílulas aos integrantes da família.

Mas isso é só o começo. Pense também em máquinas como essas – ou mesmo mais avançadas – no ambiente de trabalho, fazendo análises financeiras e de dados, participando de reuniões e conferências.

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Com a crescente tecnologia, robôs podem ser uma alternativa no mundo dos negócios. Foto: iStock, Getty Images

Com o desenvolvimento de softwares que utilizam habilidades cognitivas, poucos são os limites estabelecidos para qualificar o empreendedorismo por meio da robótica.

Robô aguardado para os próximos anos

Em indústrias, essa não é uma realidade tão distante. A empresa de consultoria Gartner, por exemplo, prevê que, em 2025, um terço dos cargos hoje ocupados por humanos terá a execução por softwares, robôs e máquinas inteligentes.

Em entrevista ao site de notícias PBS Newshour, o diretor de pesquisa da Gartner, Peter Sondergaard, disse que novos negócios digitais demandam menos mão-de-obra e que as máquinas processam dados mais rápido do que humanos.

O robô na indústria

A tendência identificada pela Gartner não significa, necessariamente, que os humanos perderão seus postos. Vale lembrar que, à medida que alguns cargos serão extintos, outros devem surgir, além da continuidade daqueles nos quais não há possibilidade de substituição da mão de obra humana.

No entanto, empreendedores devem estar atentos a esse momento. Investir em modelos de robô – dos mais complexos aos que realizam funções simples, como aspirar o chão, por exemplo – é compreender que parte das ações realizadas no ambiente de trabalho podem ser automatizadas.

As indústrias já se aproximam dessa tendência. No ramo de transportes, as frotas automatizadas são uma realidade nos negócios de mineração. Para o setor agrícola, robôs são desenvolvidos para pulverização focada em determinadas plantas, por exemplo, além de detectarem quais frutas estão maduras e podem ser colhidas.

A indústria de manufatura também pode se beneficiar das impressões 3D, enquanto que, na área da saúde, os médicos são auxiliados por robôs na realização de cirurgias e no tratamentos de pacientes. Seja qual for o seu negócio, não negligencie esse conhecimento.

Presença virtual no ambiente de trabalho

Para o empreendedor, há até mesmo a opção de estar presente em dois locais ao mesmo tempo. Modelos disponíveis no mercado permitem que você controle remotamente uma máquina.

É o caso do modelo QB Avatar, desenvolvido pela Anybots e que permite explorar o ambiente. O robô possui câmeras para que o usuário possa movimentá-lo e ver com quem está falando. As pessoas que interagem com a máquina, por sua vez, podem ver o usuário por meio de uma tela LCD.

Mas é claro que tudo isso tem um custo: para adquirir o QB Avatar, é necessário desembolsar 9.700 dólares, ou alugá-lo por um dia pelo valor de 335 dólares.

É fácil perceber que muitas das máquinas projetadas para fazer parte do dia a dia das empresas, em um futuro próximo, são caras e seu custo-benefício ainda não traz vantagens.

Mas não esqueça: é importante ficar atento a todas as tendências globais no mundo dos negócios. Quem sabe investir a um robô pode ser uma alternativa para o seu sucesso no futuro?

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