Saiba como implantar um plano de remuneração variável na sua empresa

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Considerado uma das principais soluções para engajar os funcionários, o plano de remuneração variável reúne vantagens e desvantagens para a empresa. Neste artigo, você vai conhecer os critérios que interferem no sucesso da estratégia e entender como implementá-la na sua empresa. Boa leitura!

Plano de remuneração variável busca engajamento

O principal objetivo do empresário que decide adotar a remuneração variável é atrelar o salário recebido pelo funcionário ao seu desempenho individual. Dessa forma, cria-se um critério de meritocracia, em que, quanto melhor for o resultado obtido, maior será o valor pago ao funcionário.

plano de remuneração variável
Um dos principais benefícios de adotar a remuneração variável é transformar custos fixos em variáveis. Foto: iStock, Getty Images

Pretende-se, com isso, motivar os funcionários em busca das metas estabelecidas para a sustentabilidade financeira da empresa, além de estimular e reter os talentos, ao criar uma cultura organizacional que esteja adequada ao perfil dos colaboradores: quando o trabalhador percebe que sua produção individual tem valor para a empresa, são boas as chances de que se sinta mais engajado ao propósito da organização.

Mas o plano de remuneração variável não reúne apenas vantagens. “A remuneração variável tende a estimular os funcionários a focarem apenas naquilo que lhes gera um retorno financeiro, negligenciando áreas importantes que não atendem ao critério da remuneração”, exemplifica Bruno Frey, professor de Economia na Universidade de Zurique, em artigo publicado no portal da Harvard Business Review.

Estratégia tem vantagens e desvantagens

Listamos, a seguir, alguns dos principais benefícios de um plano de remuneração variável bem construído, além de possíveis riscos da estratégia:

Vantagens

– Mais motivação para os funcionários

– Engajamento fortalecido

– Implementação da cultura organizacional

– Redução dos custos fixos.

Desvantagens

– Foco na quantidade, e não na qualidade

– Dificuldade para relacionar o plano de remuneração variável à cultura da empresa

– Atendimento ao cliente negligenciado na etapa de pós-venda

– Remuneração variável conforme a sazonalidade da empresa

– Tendência à redução de preço ou a concessões especiais para vender mais.

Como montar um plano de remuneração variável

Para criar um sistema de remuneração variável que traga resultados efetivos para sua empresa, o primeiro passo é identificar as tarefas essenciais ao crescimento da organização ou à sustentabilidade financeira.

A partir daí, deve-se criar indicadores e métricas para controlar o desempenho dos funcionários. Mas não basta focar nos termos quantitativos: é preciso estabelecer critérios qualitativos, que identifiquem a relevância e a qualidade dos processos.

Para fazer isso, talvez seja necessário solicitar que os clientes avaliem o atendimento preenchendo questionários. A tarefa de medir o desempenho e a produção é relativamente simples para quem trabalha no varejo, mas pode ser complicada para empresas de TI e consultorias, por exemplo. É justamente por isso que você precisa analisar a cultura organizacional da sua empresa antes de adotar o plano de remuneração variável.

Em geral, as empresas que adotam a remuneração variável tendem a mesclar o salário dos funcionários entre critérios fixos e variáveis, na porcentagem de 70% fixo e 30% variável, por exemplo. Com isso, empregado e empregador se cercam de garantias.

Por fim, vale a pena lembrar que, seja qual for a estratégia escolhida por você, é preciso definir os critérios de forma clara, a fim de que os funcionários entendam o sistema sem dificuldades. Trabalhe com indicadores fáceis de medir e de analisar – para você e para seus funcionários.

Isso porque políticas de remuneração muito complexas podem desmotivar os colaboradores, além de alimentar a ideia de que a empresa está se aproveitando da ignorância dos funcionários para lucrar mais.

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