Saiba o que é joint venture e conheça 3 exemplos

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Você já ouviu falar em joint venture? Se você não conhece essa modalidade de negócio, saiba que ela é muito comum no mercado, e é capaz de favorecer as empresas que optam por ela. Também conhecido pelo acrônimo JV, trata-se da união de duas ou mais grandes entidades empresariais, compostas por indivíduos, empresas ou até mesmo entidades governamentais.

O principal objetivo do joint venture é combinar recursos e capital para operar uma entidade empresarial com interesses comuns de propriedade, gestão conjunta e partilha de lucros e, também, eventuais perdas. Com a tecnologia e a globalização no século 21, o fenômeno se propagou rapidamente e ganhou interesse das grandes marcas.

Mas essa não é uma tendência exatamente atual. Em artigo de 2004 da Harvard Business Review, os consultores James Bamford, David Ernst e David Fubini, do McKinsey & Company, um dos mais renomados escritórios de consultoria de negócios do mundo, afirmam que, à época, foram mais US$ 350 bilhões em receitas geradas nos cinco anos anteriores por companhias de joint venture.

Joint Venture
Joint venture representa união de grandes empresas e pode acontecer por competitividade ou necessidade. Foto: iStock, Getty Images

3 exemplos de empresas joint venture

No mundo, diversas companhias grandes se fundem com distintos objetivos através de joint venture. Veja 3 exemplos famosos abaixo:

Nokia e Siemens

Em 2006, a alemã Siemens e a finlandesa Nokia, duas gigantes da telefonia móvel mundial, anunciaram a formação de uma joint venture chamada Nokia Siemens Networks, sediada em Espoo, na grande Helsinque, capital da Finlândia. A formação foi motivada por outras uniões de empresas do ramo (veja outro exemplo abaixo). O lançamento oficial ocorreu em fevereiro de 2007. A empresa foi avaliada como a quarta maior receita do mundo entre as fabricantes de equipamentos de telecomunicações.

Sony Ericsson

A Sony Ericsson, uma das mais conhecidas empresas de joint venture do mundo, é uma união entre a Sony e a empresa sueca Ericsson, fabricante de equipamentos de telecomunicações. A companhia sueca utilizava chips produzidos pela Phillips, mas um incêndio em março de 2000 destruiu suas instalações. Enfrentando dificuldades cada vez maiores, a empresa teve participação comprada pela Sony em 2012, e a sede passou de Lund, na Suécia, para o Japão.

Hisun-Pfizer

Maior empresa de medicamentos do mundo, a Pfeizer uniu-se com uma empresa farmacêutica chinesa, a Zhejiang Hisun, e formaram uma joint venture sediada na cidade de Hangzhou. A união da empresa veio após a Pfeizer detectar um declínio nas suas vendas, e também por identificar o potencial do mercado chinês: de acordo com a companhia, até o final de 2015 o país se tornará o segundo maior mercado de fármacos do mundo.

E aí, gostou de saber um pouco mais sobre a modalidade de joint venture e como essas empresas se formam no mercado através desses três exemplos? Então aproveite para compartilhar esse conteúdo com seus amigos, colegas e colaboradores através de seus perfis nas redes sociais.

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