Conheça as vantagens de contratar um jovem aprendiz

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Em 2014, o Governo Federal expandiu o programa Pronatec Aprendiz, que antes beneficiava apenas médios e grandes empresários, passando a incluir também as micro e pequenas empresas. A contratação de um jovem aprendiz pode ser uma excelente alternativa para impulsionar seus negócios, além de ser uma bela iniciativa de cunho social. Conheça as vantagens do programa e entenda como participar.

jovem aprendiz
Os setores priorizados para contratação são informática, varejo, serviços administrativos e alimentação. Foto: iStock, Getty Images

Programa beneficia mutuamente jovens e MPEs

Para o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), Guilherme Afif Domingos, o grande mérito do acordo de cooperação firmado no fim do ano passado está relacionado à universalização do programa. “Antes, apenas empresas com mais de sete empregados podiam participar. Agora, estabelecimentos com pelo menos um funcionário podem ter um jovem aprendiz. Então, estamos universalizando a presença de todas as empresas no programa aprendiz”, enfatiza o ministro.

Mas essa não é a única vantagem: o acordo traz benefícios a ambas as partes envolvidas. Enquanto os pequenos empresários – que muitas vezes não dispõem de capital para recrutar apenas funcionários experientes – poderão contratar alunos matriculados em cursos profissionalizantes a um baixo custo, os jovens em situação de vulnerabilidade social receberão oportunidades de emprego, o que talvez fosse difícil de outra maneira.

São considerados vulneráveis os jovens em situação de abrigamento, resgatados do trabalho infantil, egressos do cumprimento de medidas socioeducativas e com deficiência.

Jovem aprendiz tem encargos trabalhistas reduzidos

Embora o jovem aprendiz seja contratado com anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, as micro e pequenas empresas precisam recolher apenas 2% de FGTS. Além disso, não há verba rescisória.

O salário do jovem é calculado tendo como base o valor-hora do salário mínimo, considerando que o experiente é limitado entre 4 e 6 horas diárias. As empresas são dispensadas de efetuar a matrícula do aluno no curso, pois esse trâmite será realizado custeado pelo programa.

Em contrapartida, o empregador se compromete a assegurar ao aprendiz uma formação técnico-profissional compatível ao seu perfil. As atividades devem ser desenvolvidas em complexidade progressiva ao longo dos meses, permitindo a evolução cognitiva e laboral do jovem. Ao fim do programa, cujo prazo máximo é de dois anos, o jovem recebe uma certificação técnica e pode até ser efetivado na empresa.

Como contratar um jovem aprendiz

Os setores priorizados para contratação são informática, varejo, serviços administrativos e alimentação. Para 2015, as ocupações ofertadas incluem:

– Auxiliar administrativo

– Auxiliar de escritório

– Vendedor/atendente

– Atendente de lanchonete

– Programador de computador.

Se a sua empresa se encaixa no perfil do programa e você tem interesse em contratar um jovem aprendiz, deve registrar a intenção no site maisemprego.mte.gov.br, ou se dirigir pessoalmente à unidade do Sistema Nacional de Emprego (SINE) mais próxima.

A articulação entre empresas, jovens e instituições de ensino fica a cargo do Ministériodo Trabalho, da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE) e da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon).

Comentários

  1. angelasilva dice:

    Não sabia dessas diferenças técnicas... Para mim o jovem aprendiz era como um estagiário.