Cufa e Facebook promovem a capacitação de pessoas empreendedoras em favelas

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Promover a capacitação de pessoas que desejam encontrar no empreendedorismo uma alternativa para colocar em prática seus sonhos. Esse é o principal objetivo do projeto Maratona de Empreendedorismo, uma parceria entre a Central Única das Favelas (Cufa) e o Facebook.

Voltado para a formação de pequenos e médios empreendedores, as aulas tiveram início em dezembro de 2015 e vão até julho de 2016, no Rio de Janeiro. A expectativa é de que o curso seja expandido também para o resto do país.

Como funciona a capacitação de pessoas

Com a presença cada vez mais marcante das redes sociais em todos os cantos, as iniciativas de negócios na favela não são mais direcionadas somente ao público das comunidades, embora esse ainda seja o seu foco. Com a Maratona de Empreendedorismo, a ideia é que esse cenário seja expandido.

Durante o curso, que tem duração de um dia e trabalha quatro tópicos diferentes, que misturam técnicas de marketing, redes sociais e empreendedorismo, a internet é apresentada como uma grande aliada.

Terminadas as aulas, que acontecem em uma laboratório embaixo do Viaduto de Madureira, na capital fluminense, os alunos recebem certificado assinado pela Universidade Estácio.

Outra opção é o Facekombi, como já ficou conhecida a central itinerante de capacitação de pessoas. Responsável por percorrer dez favelas cariocas e oferecer aos moradores informações fundamentais para quem quer abrir seu pequeno negócio, ele tem feito sucesso por onde passa.

capacitação de pessoas nas favelas do Rio
Facekombi percorre favelas do Rio com o objetivo de capacitar os moradores para empreender. Foto: iStock, Getty Images

Números mostram a força do empreendedorismo

Assim como a parceria entre a Cufa e o Facebook incentiva o espírito empreedendor, outras iniciativas na área de negócios têm como foco as favelas. É o caso, por exemplo, do programa Franquai para Todos, realização da Agência Estadual de Fomento (AgeRio) com a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Ao analisar uma pesquisa feita pelo Instituto Data Favela, com apoio da Cufa, não é difícil entender o motivo. De acordo com o estudo, 42% dos moradores das favelas do país pretendem começar um negócio próprio. Entre os demais brasileiros, o número cai para 26%.

Apurados no mês de setembro de 2015 em favelas de todo o país, os dados mostram ainda que 92% dos internautas das favelas utilizam o Facebook como uma ferramenta. Ou seja, com as iniciativas certas, todo esse potencial pode ser direcionado para o próprio crescimento individual e da comunidade.

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