Sobreviver é preciso: 6 medidas contra crise para continuar crescendo

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Com a previsão de recessão da economia, retração do consumo e inflação acima da meta projetada pelo Governo Federal, garantir o crescimento da empresa é um desafio ainda maior para o empreendedor. Confira a seguir 6 medidas contra crise para manter as contas no azul e evitar maiores prejuízo para o seu negócio.

Contra crise, fique de olho nos juros

A economia nacional vive uma das mais graves crises dos últimos anos. É o que atesta o assessor econômico da Fecomércio SP, Vitor França. “Diante do elevado nível de incerteza, tanto no campo econômico como no político, é possível afirmar com segurança que a economia deve apresentar em 2015 um desempenho ainda pior do que o observado em 2014. A Fecomércio projeta uma queda de 1,5% do PIB, o pior desempenho da economia brasileira desde 1990”, alerta.

Para controlar a inflação e reequilibrar as contas públicas, o Governo implantou uma série de medidas, que foram batizadas como Ajuste Fiscal. O aumento da taxa básica de juros – Selic – é uma das alternativas encontradas para frear o consumo, mas que também afeta os empresários, alega o gerente de economia da Fecomérico RJ, Christian Travassos.

“O custo do crédito em alta dificulta ainda mais o acesso de micro e pequenos empresários do setor a recursos necessários ao investimento e ao capital de giro, em um momento marcado por dificuldades na economia”, alerta.

A consequência não poderia ser diferente: para investir, os empresários têm de recorrer a outras fontes, evitando os juros altos estipulados pelo Governo.

Travassos destaca pesquisa da Fecomércio RJ, realizada em em parceria com o instituto GPP, com empresários fluminenses que realizaram algum investimento no ano passado: sete em cada dez optaram por utilizar recursos do próprio caixa. “Outros 18% recorreram ao bolso dos proprietários e apenas 11% acessaram linhas de crédito do mercado”, revela.

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Crise econômica exige atenção redobrada do empreendedor para garantir o crescimento da empresa. Foto: iStock, Getty Images

6 medidas contra crise para continuar crescendo

Selecionamos seis dicas contra crise que podem ajudá-lo a superar o momento de dificuldade na economia e garantir o crescimento da empresa. Confira:

1. Evite o endividamento

Com a taxa Selic crescendo, você não deve contrair novas dívidas. “O ideal é evitar a tomada de crédito nesse momento, mas, não havendo outro jeito, vale sempre pesquisar taxas no mercado em diferentes bancos de varejo. Uma troca de financiamento permitida pela concorrência interbancária pode ser viável e bem vinda”, recomenda Travassos.

2. Reavalie seus produtos e serviços

Uma medida que pode ser valiosa contra crise é preciso rever todos os processos, produtos e serviços que prejudicam o andamento dos negócios. Talvez não valha a pena continuar a produção daquele produto que não vende tão bem, ou cuja margem de lucro é reduzida.

3. Busque a diferenciação

Chegou a hora de mostrar que a sua empresa não é só mais uma para o consumidor. “O diferencial do comércio está no atendimento ao público, na proximidade com o cliente, que faz toda a diferença”, avalia Travassos. Vale a pena, portanto, estudar o público-alvo do seu negócio para resolver os seus problemas da melhor forma possível.

4. Priorize a gestão dos recursos

Busque a otimização dos processos produtivos, combatendo qualquer tipo de desperdício, reduzindo os custos e tornando sua equipe tão eficiente quanto possível. Assim, você mantém a competitividade e ajuda a viabilizar o crescimento da empresa mesmo em um cenário desfavorável.

5. Encontre parcerias

“Pensar em parcerias com outras empresas ou com fornecedores é um caminho alternativo”, entende Travassos. Nos momentos de dificuldade, essa atitude pode fazer a diferença: avalie o mercado de fornecedores e de concorrentes para entender o cenário.

6. Invista em marketing

Nesse momento, atrair novos clientes é fundamental. Reavalie o desempenho do setor de marketing da sua empresa e não deixe de considerar novas possibilidades, como o marketing digital.

Por fim, é importante lembrar das responsabilidades do governo na reversão desse cenário, como defende Vitor França, da Fecomércio SP: “É urgente que uma reforma fiscal ampla, que envolva corte de gastos, seja discutida, e que o governo sinalize de forma clara um projeto econômico para o país. A crise, hoje, é de credibilidade e, se não houver transparência e previsibilidade, os empresários não voltarão a investir e o consumidor continuará a restringir os seus gastos”, finaliza.

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