Conheça o brandscaping e descubra como ele pode ser útil para sua empresa

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Você potencializa o alcance do seu conteúdo, interage com uma audiência que até então era inacessível e não paga nada durante o processo. Gostou da ideia? Pois é isso que promete o brandscaping, que utiliza a mídia cruzada entre negócios de perfis complementares para alavancar a audiência.

Para entender como as pequenas empresas podem se beneficiar dessa prática, entrevistamos Andrew Davis, palestrante e autor do livro Brandscaping: Unleashing the Power of Partnerships. Ao longo de sua carreira, o publicitário desenvolveu projetos de conteúdo para diversas empresas americanas. Siga a leitura e aprenda.

Brandscaping permite engajar a audiência alheia

Essencialmente, a técnica do brandscaping significa utilizar a audiência de outras pessoas ou companhias para alavancar o próprio negócio. “Pequenas empresas podem se beneficiar dessa prática porque não é preciso pagar para ter acesso à audiência, que pode ser cativada com conteúdo próprio”, explica o publicitário.

Estudar a audiência de forma criteriosa é uma das condições para ter sucesso com o brandscaping
Estudar a audiência de forma criteriosa é uma das condições para ter sucesso com o brandscaping. Foto: iStock, Getty Images

Para isso, Davis explica que o empresário interessado deve se fazer a seguinte pergunta: qual empresa tem o meu próximo cliente na sua atual cartela de clientes? Para exemplificar essa relação, o autor citou uma empresa hipotética de software de contabilidade, que pode, segundo ele, se beneficiar com os clientes de um revendedor de material de escritório: pequenas empresas estão se preocupando agora em montar sua sede terão de lidar em breve com a contabilidade no dia a dia operacional.

Atenção aos riscos

De acordo com Davis, existem dois riscos principais para quem decide adotar as técnicas de brandscaping:

Audiência sem interesse

Os clientes de seu parceiro configuram um público importante, pois já conhecem a marca e estão familiarizados ao produto. Não é uma boa ideia, portanto, oferecer serviços que estão longe da área de interesse dos clientes. Quando isso acontece, crescem as chances de gerar efeitos contrários, como aversão e descontentamento.

Para minimizar esse risco, a dica é estudar a audiência que você pretende engajar com antecedência, a fim de entender, em detalhes, seu perfil, comportamento e hábitos de consumo.

Conflito de interesses

O segundo risco do brandscaping, para Davis, diz respeito ao possível conflito de interesses. Isso ocorre quando as marcas vendem produtos de áreas semelhantes, concorrentes ou contraindicados. Não faz sentido, por exemplo, uma academia se relacionar com uma loja de artigos esportivos: se os preços forem atraentes e o serviço tiver qualidade, talvez alguns clientes se motivem a adquirir alguns produtos e praticar exercícios em casa.

Aplicando o conceito na prática

Para implementar o brandscaping na sua empresa, a recomendação de Davis é começar, de forma experimental, produzindo conteúdo internamente, por meio dos líderes de marketing e publicitários da empresa.

Com isso, fica mais fácil estabelecer um vínculo com os clientes, pois a produção interna tem mais chances de gerar identificação da audiência com os valores do negócio.

Por fim, vale lembrar que é preciso acompanhar as ações por meio de métricas específicas, que sejam capazes de medir o engajamento e aferir a qualidade da campanha. Dessa forma, você descobre quais técnicas têm melhor aceitação e pode qualificar a abordagem.

Se você tem alguma dúvida ou sugestão sobre o assunto, deixe um comentário abaixo e contribua com a troca de ideias. Não esqueça de compartilhar esse artigo com seus amigos nas redes sociais.

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