E-commerce grátis: conheça as opções e descubra se vale a pena

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De um lado, a vantagem de não gastar nenhum tostão. De outro, a restrição de personalização e de funcionalidades. Se você planeja vender seus produtos online, precisa considerar os prós e contras das plataformas de e-commerce grátis. Continue a leitura e descubra como fazer a melhor avaliação nesse momento.

E-commerce grátis limita personalização

Em 2014, de acordo com o 31º Relatório WebShoppers – E-Bit, a receita gerada com comércio eletrônico no Brasil superou a faixa dos R$ 35 bilhões. O montante representa um crescimento de 24% em relação a 2013. Além disso, o levantamento apontou que 61,6 milhões de brasileiros já fizeram ao menos uma compra online.

Com a ascensão desse mercado, a concorrência aumenta e surgem mais opções para quem deseja investir no setor. Existem basicamente três opções para quem pretende vender produtos online: plataformas de e-commerce grátis, de código aberto e pagas.

Para o especialista e consultor em e-commerce Thiago Sarraf, as principais limitações das plataformas grátis de e-commerce estão relacionadas ao visual e à possibilidade de personalização. “As opções gratuitas oferecem menos opções de uma forma geral, então são mais indicadas para pequenos ou novos empreendedores, que estão começando no mercado online e ainda querem se certificar de que o negócio pode dar certo”, afirma.

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Optar por plataformas pagas ou gratuitas de e-commerce exige avaliação prévia das funcionalidades. Foto: iStock, Getty Images

É importante lembrar que, ao ignorar a importância da estética e do visual do website, você corre o risco de prejudicar a imagem da empresa perante o público. É o que avalia o webdesigner Eduardo Veit. “No caso de empresas que prezam por uma imagem qualificada, a escolha de templates gratuitos poderá acarretar em um efeito reverso, enfraquecendo a marca da empresa”.

A saída, nesse caso, é buscar apoio de um profissional da área para desenvolver uma plataforma personalizada, seja um programador, um webdesigner ou uma agência capacitada. “As plataformas gratuitas não serão niveladas, em termos visuais e técnicos, se comparadas a um projeto desenvolvido ‘sob medida’ para determinada empresa”, esclarece Veit.

Escolhendo uma plataforma de e-commerce grátis

Se as limitações de personalização não o demovem da ideia de apostar em uma plataforma de e-commerce grátis, você precisará analisar as opções disponíveis em detalhes. A decisão vai depender do nicho da sua empresa, do tráfego esperado e do seu modelo de negócio. Algumas das principais opções do cenário brasileiro incluem:

Loja Integrada

Trata-se de uma plataforma de e-commerce para micro e pequenas empresas. Oferece funcionalidades como estoque inteligente, layout parcialmente personalizável, domínio próprio e compatibilidade com dispositivos móveis. Para o consultor Thiago Sarraf, é a principal opção do mercado brasileiro.

Dual Store

A DualStore oferece uma plataforma de e-commerce baseada no sistema Magento, principal plataforma de código aberto do mundo. Para obter os melhores resultados com o site, é provável que você precise do auxílio de um profissional especializado.

UeLoja

A UeLoja é uma empresa especializada na criação de lojas virtuais. Entre os principais destaques prometidos pela plataforma estão as características sofisticadas de design e a otimização automática para os buscadores, o que é essencial para pequenos empresários.

Crescimento pode exigir plataformas pagas

À medida que a empresa cresce, a demanda aumenta e o negócio atinge outras proporções, é preciso reavaliar as funcionalidades da plataforma para descobrir se é necessário investir em um modelo de e-commerce pago. “Plataformas pagas ou com desenvolvedores próprios oferecem mais possibilidades em todas as áreas, como recursos de pagamento, relacionamento com clientes, controle de estoque e transporte”, aponta Sarraf.

Por fim, vale lembrar que, quanto mais você pesquisar e analisar as plataformas disponíveis – sejam elas pagas ou não –, maiores serão as chances de acertar na escolha. Essa avaliação deve considerar o site externo (como é visto pelos clientes) e a área administrativa (à qual só você e os desenvolvedores terão acesso).

Se você tem alguma dúvida ou sugestão sobre o assunto, deixe um comentário abaixo e contribua com a troca de ideias. Não esqueça de compartilhar esse artigo com seus amigos nas redes sociais.