Recursos humanos: entenda o que uma startup busca em seus funcionários

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Com dinâmica de trabalho própria, as startups compõem um segmento específico do empreendedorismo. Criatividade e inovação são algumas das características que as diferem das empresas tradicionais. Nesse contexto, encontrar colaboradores com o perfil adequado é um desafio. Mas, afinal, o que uma startup busca em seus funcionários, e qual o impacto dessas particularidades no processo de recrutamento?

Para conhecer as respostas para essas perguntas, entrevistamos a empreendedora Lorena Cuervo, que compõe a equipe de organização do Colombia Startup Investor Summit, um fórum promovido pela IE Business School, pela aceleradora Wayra e pela First Communication Platforms (FCP) para fomentar o empreendedorismo na Colômbia.

o que uma startup busca em seus funcionários
Pró-atividade e autonomia são algumas das habilidades desejadas pelas startups na hora de recrutar funcionários. Foto: iStock, Getty Images

O que uma startup busca em seus funcionários

Lorena explica que, mais do que uma competência específica, o que uma startup busca em é um conjunto de habilidades complementares. Listamos, a seguir, as principais delas, de acordo com a especialista:

Adaptabilidade

A capacidade de adaptação é muito valorizada no segmento das startups, em virtude do dinamismo que as caracteriza. “Uma startup busca em seus funcionários características como a adaptabilidade, pois são empresas com transformações constantes”, explica Lorena.

Capacidade para inovar

Em boa parte dos casos, as startups contam com processos inovadores e revolucionários, com foco na tecnologia. Por isso, é fundamental que seus funcionários se destaquem pela capacidade de inovar e saibam operar processos que ainda não são padronizados.

Perfil empreendedor

Sem um perfil empreendedor, o funcionário não terá o engajamento necessário para viabilizar o crescimento da empresa. É preciso vestir a camisa e abraçar a causa de forma legítima.

Capacidade de comunicação

Comunicar-se de forma efetiva é uma condição para o sucesso das startups. Seja na hora de convencer o investidor ou no momento de argumentar sobre a melhor decisão, é preciso saber se expressar bem, ao vivo e por escrito, de preferência em mais de um idioma.

Pró-atividade, autonomia e múltiplas competências

O fato de as startups disporem de recursos humanos escassos implica que seus funcionários sejam pró-ativos, agindo com segurança e autonomia, sem precisar de orientação constante. Além disso, é fundamental que estejam dispostos a colaborar com diferentes áreas e tenham de múltiplas competências, pois as funções são fragmentadas – ninguém fica responsável por apenas uma tarefa.

Recrutar talentos pode ser um desafio

Como se vê, não são poucas as habilidades requeridas pela startups no momento de recrutar profissionais. É fácil de entender, portanto, por que a cultura organizacional distinta gera desafios para os recrutadores.

“O principal desafio enfrentado por uma startup na hora da contratação consiste em encontrar empregados que estejam dispostos a trabalhar em um ambiente em transformação, pois a startup é uma empresa que está em construção: precisa criar processos e alterá-los conforme seus resultados”, explica Lorena.

Por fim, a especialista explica que os cargos de uma startup não são perfeitamente delimitados, o que pode levar os funcionários a atuarem em funções que não são sua especialidade. Essa característica, esclarece ela, tende a gerar instabilidade e afastar profissionais acostumados à dinâmica corporativa tradicional.

Isso talvez explique por que os jovens tendem a dominar o cenários das startups. Seduzida pela rotina flexível, pela autonomia e pela capacidade de ter uma voz ativa, a chamada geração Y (jovens com idades entre 19 e 29 anos), prefere trabalhar em empresas com até 100 funcionários. Foi o que revelou um estudo conduzido pela PayScale e Millennial Branding, com mais de 500 mil americanos, em 2014.

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