Slack: startup americana que promete aposentar o e-mail corporativo

Deixar um comentário

Fundamentais no mundo corporativo, os e-mails permitem que os funcionários se comuniquem, tomem decisões estratégicas e compartilhem arquivos relevantes à organização. Mas será que a ferramenta é tão essencial assim? Não é o que pensa a startup americana Slack, criada para revolucionar esse mercado.

Ao oferecer um aplicativo com uma solução pretensamente mais ágil e simples para a comunicação interna, a Slack se integra a outros serviços e permite compartilhar mensagens e arquivos. O objetivo? Aposentar os e-mails corporativos. Continue a leitura e descubra como a empresa pretende atingir essa ambiciosa meta .

Como o Slack funciona

Unindo na mesma plataforma todas as pessoas da empresa, o aplicativo Slack funciona como uma rede social corporativa, que diminui barreiras e facilita a comunicação interna. A lista de aplicações é grande e depende do nicho da sua empresa, mas, entre as funcionalidades mais comuns, é possível citar:

Slack promete acabar com o e-mail corporativo
Lançado em 2013, aplicativo tem mais de 1,7 milhão de usuários ativos diariamente.Lançado em 2013, aplicativo tem mais de 1,7 milhão de usuários ativos diariamente. Foto: Slack, divulgação

Reunião de líderes

Você consegue trocar e-mails com os líderes da empresa, mas o Slack oferece um chat em tempo real, cujo conteúdo pode ser facilmente localizável. Além disso, há a possibilidade de habilitar notificações em dispositivos mobile e no desktop.

Decisões em grupo

Um grupo precisa montar uma apresentação para explicar um relatório. Normalmente, isso seria feito individualmente, com troca de e-mails ou em uma reunião. Com o Slack, todos trabalham na solução em conjunto, podendo acompanhar a evolução do trabalho.

Comunicados

Em poucos segundos, todos ficam sabendo os detalhes a respeito de um evento importante, uma mudança na equipe ou novidades nos contratos da empresa.

Prazos

Nesse canal, é possível lembrar os prazos com notificações e comentários, o que permite que a equipe trabalhe engajada em torno das metas.

Rumores

É verdade que um funcionário vai se demitir? A empresa perdeu um contrato? Existe chance de vencer uma licitação? O prêmio no fim do ano será abaixo do esperado? Esse canal permite que você elimine rumores e esclareça dúvidas assim que elas aparecerem.

Brainstorm

Um funcionário tem uma tarefa para realizar, mas carece de inspiração e deseja contar com as ideias de outras pessoas. A solução tradicional? Interromper o trabalho de alguém e perguntar individualmente se ela tem alguma dica para oferecer. Com o Slack, há um canal específico que permite que todos nessa situação solicitem ideias, criando um brainstorm ágil e produtivo.

Slack garante ganho de produtividade

Uma pesquisa realizada pela própria startup com 1629 usuários da versão paga do aplicativo trouxe algumas revelações importantes sobre a efetividade da plataforma: os entrevistados apontaram uma diminuição de, em média, 48,6% no volume de e-mails.

Além disso, o número de reuniões teve uma queda de 25%, enquanto a produtividade aumentou 32%. E os números impressionantes não param por aí: 80% dos entrevistados alegaram que o Slack melhorou a transparência nas decisões internas da empresa. O resultado disso? Equipe unida e motivada.

“Parece que todas as pessoas na minha equipe são automaticamente minhas amigas. A comunicação não parece realmente um trabalho, e sim uma conversa rotineira. Ao trabalhar de forma remota, a atividade no Slack dá a impressão de que estamos reunidos na mesma sala”, conta David Urbinati, designer da Perfect, em depoimento na página oficial da empresa no Flipboard.

E a inovação parece realmente estar dando resultado. Já são mais de 1,7 milhão de usuários ativos diariamente, apenas dois anos depois do lançamento da plataforma. Com mais de 250 funcionários, a empresa conquistou aportes financeiros relevantes para sua tenra idade e tem valor estimado em US$ 2,8 bilhões.

Entre as companhias que aderiram ao Slack em alguma medida, há nomes do porte da rede de streaming de músicas Spotify, o jornal americano The New York Times e a agência espacial dos Estados Unidos (NASA).

Gostou da matéria? Se as dicas foram úteis, não esqueça de compartilhar o artigo com seus seguidores nas redes sociais. Caso haja alguma dúvida ou sugestão sobre o assunto, deixe seu comentário abaixo e contribua com a troca de ideias.