Whatsapp bloqueado: como driblar a restrição com conexão VPN

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Uma medida cautelar da 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo determinou que, a partir da 0h de hoje (17/12), o Whatsapp seja bloqueado pelas operadoras de telefonia celular por 48 horas. O bloqueio está sendo cumprindo, e não é possível usar o aplicativo inclusive via conexão WiFi. Se esse é um dos canais de interação com o público da sua empresa, vamos ensinar como driblar o Whatsapp bloqueado com uma conexão VPN.

VPN é a sigla para Virtual Private Network (rede privada virtual). O que acontece é que, com a conexão VPN, você navega por uma rede criptografada, ou seja, é como se você estivesse navegando por outro país, onde não há bloqueio.

Whatsapp bloqueado nos dias 17 e 18/12
Bloqueio ao Whatsapp no Brasil pode ser driblado com uma conexão VPN. Foto: iStock, Getty Images

Driblando o Whatsapp bloqueado com rede VPN

Se você não entende as explicações técnicas para driblar o Whatsapp bloqueado, não tem problema. A verdade é que conectar o seu celular a uma rede VPN é muito simples: basta baixar um aplicativo. Os principais sistemas operacionais têm várias alternativas.

Entre as principais, podemos citar o SuperVPN Free VPN Client, disponível para Android; FreedomeTunnelBear VPNBetternet: Unlimited Free VPN (Android e iOS); e VPN in TouchVPN One Click (Android, iOS e Windows Phone).

Caso você não se entenda com as opções acima, é só entrar na app store e fazer uma busca por “VPN”. Entre as diversas alternativas que você vai encontrar, dê preferência àquelas com as maiores pontuações.

Assim que a conexão VPN for confirmada, você conseguirá driblar o Whatsapp bloqueado e voltar a trocar mensagens normalmente – apenas com quem fez o mesmo procedimento ou está conectado em outro país, é claro. Lembre-se que muitos dos seus clientes podem estar fazendo esse procedimento neste exato momento.

Por que o Whatsapp foi bloqueado?

O procedimento criminal que culminou na medida cautelar determinada pela 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo está em segredo de Justiça. Sabe-se que o requerimento, deferido pela juíza Sandra Regina Nostre Marques, foi feito pelo Ministério Público, com base na lei do Marco Civil da internet.

Leia abaixo a nota divulgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo explicando a situação:

A 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo determinou a operadoras de telefonia o bloqueio do aplicativo WhatsApp, pelo período de 48 horas. O prazo passa a contar a partir da 0 hora seguinte ao recebimento do ofício da Justiça.

A decisão foi proferida em um procedimento criminal, que corre em segredo de justiça. Isso porque o WhatsApp não atendeu a uma determinação judicial de 23 de julho de 2015. Em 7 de agosto de 2015, a empresa foi novamente notificada, sendo fixada multa em caso de não cumprimento.

Como, ainda assim, a empresa não atendeu à determinação judicial, o Ministério Público requereu o bloqueio dos serviços pelo prazo de 48 horas, com base na lei do Marco Civil da internet, o que foi deferido pela juíza Sandra Regina Nostre Marques.

Conforme apurou o site Consultor Jurídico, a prisão de um homem acusado de latrocínio, tráfico de drogas e associação ao Primeiro Comando da Capital (PCC) pela Polícia Civil de São Paulo, em 2013, pode ser a origem das 48 horas de Whatsapp bloqueado. Nas investigações do caso, a Justiça solicitou ao Facebook, dono do Whatsapp, acesso a informações e dados de usuários do aplicativo, e não foi atendida.

Liminar autoriza desbloqueio nesta quinta

No início da tarde de hoje (17/12, uma liminar do desembargador Nilson Xavier de Souza, da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou a liberação do WhatsApp. Uma comissão formada pelo desembargador e outros dois colegas do TJSP ainda deve julgar a questão. Se for improcedente, o bloqueio pode voltar. Mas, vale considerar que o TJSP entra em recesso a partir desta sexta-feira (18/12). Portanto, os prazos ficam suspensos e as atividades são retomadas em 18 de janeiro.

Se você tem alguma dúvida ou sugestão sobre o assunto, deixe um comentário abaixo e contribua com a troca de ideias. Não esqueça de compartilhar esse artigo com seus seguidores nas redes sociais.

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