Plano de negócios: aprenda a analisar o mercado

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Ao reunir a motivação necessária para abrir uma empresa, uma das primeiras etapas é a criação do plano de negócios: sem ele, não há como tirar a ideia do papel e torná-la lucrativa. Analisando o mercado em que se pretende atuar, é possível avaliar a demanda (seus futuros clientes), a concorrência (com quem você irá competir pelos clientes) e os fornecedores (responsáveis pela matéria-prima e os insumos de seu produto ou serviço).

O grande desafio, nesse caso, é montar um plano viável, detalhado, atualizado e consistente, organizado de tal forma que seja possível consultá-lo e revisá-lo sem maiores dificuldades.

Mercado exige análise qualificada e original

Embora buscar referências não seja uma má estratégia, é preciso entender que nem sempre um modelo tradicional de plano de negócios se adequa à sua ideia. “A maioria dos livros de plano de negócio induz a este erro ao apresentar e defender um único modelo de plano de negócio. Na verdade, o empreendedor precisa ter um plano que o ajude a atingir o seu objetivo e do negócio”, explica o professor de empreendedorismo do Insper Marcelo Nakagawa.

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Na hora de montar um plano de negócio é preciso analisar o mercado. Foto: iStock, Getty Images

O estudo pode variar conforme o objetivo. Na avaliação de Nakagawa, o plano de negócios de um microempreendedor, por exemplo, deveria ser bastante simples, capaz de ajudá-lo a empreender e a aumentar suas vendas ao teto permitido por lei. Se, por outro lado, o empreendedor está interessado no financiamento de agências de fomento, vai precisar de um modelo muito mais complexo e acadêmico, projetado para um horizonte de tempo bem maior.

Mas o que esse plano deve conter, afinal? Basicamente, o plano de negócios é um documento que reúne informações a respeito dos objetivos de sua empresa e de seu modo de atuação. A ideia é entender se o negócio é viável e se vale a pena criá-lo, mantê-lo ou ampliá-lo, prevendo e contornando possíveis erros de gestão.

Para criar um modelo do zero, vale a pena considerar as seguintes questões:

– Qual produto será ofertado pela sua empresa

– Quem serão os seus clientes

– Qual será a localização da empresa

– Quanto dinheiro será investido no início do projeto

– Qual o faturamento mensal projetado

– Qual a tava de lucratividade esperada

– Em quanto tempo (meses, anos) será obtido o retorno sobre o capital investido

Não erre ao analisar o mercado

Ao elaborar o plano de negócios e se dedicar à análise de mercado, os empreendedores estão propensos a cometer uma série de erros. Se não houver atenção, preparação prévia e, em alguns casos, apoio de uma assessoria empresarial, o projeto pode ter sua execução inviabilizada.

Para Nakagawa, os principais erros são:

Ausência de estratégia

É fundamental definir o que o negócio é (missão, propósito de existência), o que a empresa quer ser e em que mercado atuará (visão, objetivos).

Ausência de metas numéricas

É preciso lidar com números, dados e estatísticas logo no início, sob pena de perder o rumo ao não saber aonde se quer chegar.

Cliente ignorado

Muitos empreendedores acabam ignorando a visão do cliente: é preciso se colocar no lugar do consumidor para entender suas necessidades e desejos.

Concorrência subestimada

Se você acha que seu produto é inovador e que não terá concorrência, saiba que muitos empreendedores foram à falência defendendo essa ideia. Analise a concorrência de modo racional e, na dúvida, não a subestime.

Plano de produção e operações falho

Alguns planos não consideram a sazonalidade do mercado, a capacidade de produção e a curva de aprendizagem, por exemplo. Muitas vezes, falta assessoria técnica ou aptidão para empreender.

Plano de gestão de pessoas ineficaz

Um dos erros mais comuns – que acaba levando a outras falhas na operação da empresa – é não conseguir definir as funções e atividades dos colaboradores com visão estratégica e competência. É preciso extrair o melhor de cada um, sempre.

Plano financeiro não sustentável

O grande risco, aqui, é criar um plano financeiro incompleto, que não aborde todas as características presentes na execução do projeto. A empresa precisa de sustentabilidade: deve gerar lucro para que consiga sobreviver – a outra alternativa, você já sabe, é a falência.