Startup Fawke ganha prêmio com pesquisa de células-tronco

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Um grupo de pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp) criou uma técnica capaz de acelerar a cicatrização após cirurgias usando células-tronco. Eles foram vencedores do Prêmio Santander Universidades 2015 na categoria Empreendedorismo e vão colocar essa novidade no mercado através da startup Fawke.

Conheça a Fawke

Uma das maiores queixas dos pacientes recém-operados é relacionada à cicatrização, muitas vezes demorada e com resultado estético que nem sempre os agrada. A solução encontrada pela aluna de Engenharia Química Marina Alves Machado, da Unicamp, em Campinas (SP), foi desenvolver fios de sutura constituídos por células-tronco do mesênquima, tecido embrionário que pode ter origem na medula óssea ou em células de gordura.

Esses fios serão produzidos e comercializados pela Fawke, empresa criada por Marina e sua equipe. Como as células mesenquimais têm a capacidade de se diferenciar em células de vários tecidos do organismo, além de modular a resposta imune e inflamatória, a cicatrização se torna muito mais rápida e eficiente. Além disso, graças à redução das complicações pós-cirúrgicas, ocorre também a redução de tempo de internação do paciente.

“A nossa proposta também é diminuir os custos dos hospitais, já que, sem complicações pós-cirúrgicas, os pacientes são liberados mais cedo”, explica Marina.

A Fawke é uma empresa pré-incubada na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp) e surgiu a partir da pesquisa Avaliação da imunomodulação e do processo de cicatrização envolvidos no tratamento de fístulas enterocutaneas realizado com células estromais mesenquimais de tecido adiposo humano, aderidas a fios de sutura, do biólogo Bruno Bosch Volpe.

Fawke
Fawke levou prêmio ao criar método para melhorar cicatrização de pacientes com células-tronco. Foto: iStock, Getty Images

História de superação

A partir da pesquisa de Bruno, o grupo criou a startup Fawke, empresa formada com foco na comercialização dos fios de sutura. De acordo com Bruno, a ideia de criação de uma startup surgiu no início de 2015 quando a equipe, formada por ele, Marina e também pelo doutor em ciências pela FCFRP-USP, Joel Souza, e pelos alunos da Engenharia Química Maria Fernanda Toledo e Vítor Sarti, participou do Desafio Unicamp.

“Com a ideia ainda muito inicial, passamos algumas fases do Desafio, mas não fomos finalistas. Após esse período, resolvemos continuar com o projeto de startup utilizando o produto ‘fios de sutura com células-tronco aderidas’. Com isso, melhoramos muito e iniciamos a disputa do Prêmio Santander Universidades”, conta Bruno.

O aprimoramento do projeto mostrou resultado. A Fawke foi a vencedora da 11ª edição do Prêmio Santander Universidades na categoria Empreendedorismo concorrendo com 24 mil projetos universitários. A pesquisa da Fawke concorreu com outros 14 projetos finalistas e sagrou-se como uma das cinco vencedoras desta categoria.

Os responsáveis pelos projetos ganhadores receberam R$ 100 mil, além de bolsas de estudos na Babson College, nos Estados Unidos, e mentoria da Endeavor e da UniSol. Além do prêmio do Santander, Bruno também teve sua pesquisa premiada no início de novembro no Canadá.

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