Entenda por que a Samsung investiu milhões em startup de realidade virtual

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A startup de realidade virtual Baobab Studios, fundada por ex-desenvolvedores da empresa de jogos Zynga e por animadores da DreamWorks, arrecadou US$ 6 milhões em um financiamento liderado pela Comcast Ventures. Segundo a revista Fortune, a HTC e a Samsung Ventures também participaram do financiamento.

A Baobab Studios está se concentrando em criar histórias de realidade virtual geradas por computador para serem transmitidas em dispositivos como Samsung Gear VR, HTC Vive, Oculus Rift (do Facebook) e Sony Playstation VR.

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Consultoria Gartner aponta a realidade virtual como uma das 10 tendências de tecnologia para 2016. Foto: iStock, Getty Images

Tecnologia e realidade virtual

Enquanto o marcado em geral ainda está engatinhando, a Samsung é uma das empresas que está investindo na tecnologia de realidade virtual. A companhia já lançou a segunda geração do dispositivo Galaxy Gear VR, que reproduz conteúdo em realidade virtual.

Mesmo nos Estados Unidos, a realidade virtual ainda briga para se sair do círculo dos “early adopters”, aqueles consumidores que consomem novidades tecnológicas antes que elas estejam consolidadas.

Por isso, o investimento em uma startup que produz conteúdo para esse tipo de aparelho faz todo o sentido. A Baobab Studios é responsável por criar animações que podem ser assistidas com dispositivos de realidade virtual.

Com o investimento, que possui um dispositivo de realidade virtual da Samsung, o Gear VR, pode assistir ao Invasion, primeiro conteúdo de realidade virtual criado pela startup americana.

A Baobab Studios se comprometeu a continuar produzindo conteúdo para os dispositivos de realidade virtual da Samsung em 2016. Além disso, o fundador da empresa afirma que a companhia deve seguir independente de plataformas, criando conteúdos que podem ser vistos em diferentes aparelhos.

Por que investir em realidade virtual?

A realidade virtual é apontada pela Gartner como uma das 10 tendências de tecnologia para 2016. Segundo a consultoria, a malha de dispositivos estabelece a base para uma nova experiência de usuário contínua e de ambiente. Locais imersivos, que fornecem realidade virtual e aumentada, possuem potencial significativo, mas são apenas um aspecto da experiência.

A vivência ambiente-usuário preserva a continuidade por meio das fronteiras da malha de dispositivos, tempo e espaço. A experiência flui regularmente em um conjunto de dispositivos de deslocamento e canais de interação, misturando ambiente físico, virtual e eletrônico, ao passo que o usuário se move de um lugar para outro.

“Projetar aplicativos móveis continua sendo um importante foco estratégico para a empresa. No entanto, o projeto objetiva fornecer uma experiência que flui e explora diferentes dispositivos, incluindo sensores da Internet das Coisas e objetos comuns, como automóveis ou mesmo fábricas. Projetar essas experiências avançadas será um grande diferencial para Fornecedores Independentes de Software (ISVs) e empresas similares até 2018″, afirma David Cearley, Vice-Presidente (Fellow) do Gartner.

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