Empreendedorismo feminino: MasterCard capacitará 600 mulheres

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A MasterCard investe no empoderamento das mulheres apoiando ao programa Mulheres Empreendedoras, desenvolvido em conjunto com a Junior Achievement (JA) e Fundação Citi. Atendendo mulheres vulneráveis ​​no Brasil, México e Peru, o programa pretende ampliar o empreendedorismo feminino e vai impactar mais de 600 participantes em sua primeira fase de implementação, entre 2015 e 2016.

Como funciona o programa

O Mulheres Empreendedoras destina-se a mulheres jovens entre 18 e 25 anos, em situação de vulnerabilidade por motivo de gênero, localização geográfica, acesso à educação, delinquência, entre outros.

empreendedorismo feminino
Iniciativa da MasterCard vai capacitar mais de 600 mulheres da América Latina. Foto: iStock, Getty Images

As participantes do projeto de fomento ao empreendedorismo feminino terão sessões de formação e serão avaliadas por um comitê de mulheres, encarregado de avaliar o acesso ao microcrédito a fim de melhorar as oportunidades de negócio e reduzir a responsabilidade individual.

Além disso, o Junior Achievement também ajuda a identificar em cada país uma organização responsável de microfinanciamento, trabalhando em conjunto durante todo o processo. Até o momento, SICOOB Minas Gerais e CAME são as escolhidas no Brasil e México, respectivamente.

“Hoje cerca de 70% da população adulta ativa, ou algo em torno de 277 milhões de pessoas, não tem acesso a bancos em nossa região, e mais da metade são mulheres. Então, claramente há uma necessidade de projetos que eduquem e impulsionem a população para a economia formal”, afirma Gilberto Caldart, presidente MasterCard para a América Latina e Caribe.

O cenário do empreendedorismo feminino

De acordo com informações do Banco Mundial, a produtividade na América Latina e Caribe poderia aumentar em 25% com o estímulo ao empreendedorismo feminino. As mulheres representam mais de 40% da população economicamente ativa da região, mas são responsáveis por abrir apenas 15% dos novos negócios.

Esse problema se dá em vários países da América Latina, que possuem obstáculos culturais muito profundos ao empreendedorismo feminino. As mulheres que querem iniciar o seu próprio negócio enfrentam dificuldades como a falta de fontes de financiamento que não sejam a sua família e amigos. Os bancos da região financiam menos que 20% das suas necessidades de negócio.

Para se ter uma ideia, entre 2000 e 2010, o crescimento da renda criada por mulheres na América Latina e Caribe contribuiu para redução de 30% da pobreza extrema na região. O empreendedorismo feminino tem crescido motivado, principalmente, pela identificação de oportunidades de mercado.

Por outro lado, os empreendimentos geridos por mulheres ainda são em sua maioria microempresas que encontram dificuldade de transitar para a economia formal, o que por sua vez limita seu acesso a serviços financeiros formais.

Esse desequilíbrio não afeta apenas a América Latina e Caribe. Apenas 14% das empresas da lista Fortune 500 têm mulheres em cargos de administração e 25% não tem qualquer mulher nem sequer em posições diretivas.

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